2 de ago de 2008

Informações importantes!

Notícias importantes divulgadas pelo Blue Bus. Fique ligado!

Os usuarios passam quase a metade de seu tempo online lendo noticias ou acessando conteudo de entretenimento, diz um estudo da Online Publisher Association nos EUA. É mais do que o tempo dedicado outras atividades na web, como enviar emails, fazer compras ou pesquisar informaçoes, por exemplo. Atualmente, 47% do tempo é destinado a conteudo (contra 34% em 2003). Esse crescimento pode ser atribuido ao aumento da oferta de conteudo, as conexoes mais velozes e à proliferaçao de redes sociais, como MySpace. A comunicaçao, como troca de email, consome 33% do total do tempo online (consumia 46% em 2003). A queda pode ser explicada pelo aumento da popularidade dos messengers, que trocam mensagens instantaneamente. A atividade em sites de comercio responde por 15% do tempo online e a busca na web por 5%.
1 de ago de 2008

Vai começar um blog mas não sabe o que dizer?


Alunos,

Navegando pela web, encontrei este texto do Carlos Nepomuceno, que dá dicas de como escrever em blogs. Espero que gostem!

1. O blog deve cumprir o espaço do outro lado da mídia, trazer uma visão nova, um site escondido, uma dica interessante, procure sempre um ângulo novo;

2. Os blogs servem mais à opinião do que à informação, pois manter um grupo bem informado exige trabalho e tempo, mercadoria cara hoje em dia;

3. Quando não tiver nada a dizer, fique na sua. Regularidade demais atrapalha. No mar de lixo informacional, acredito que o diferente e relevante chama a atenção;

4. Seja breve. Textos longos e blogs não rimam;

5. Deixe sempre o leitor respirar, divida o texto em parágrafos pequenos;

6. Acompanhe os comentários e intervenha, aqui e ali, mas não sempre, deixe que a conversa role. É horrível quando o blogueiro entra toda hora! Ele é um motivador e não o dono do pedaço;

7. Crie comunidades em torno do blog, ou escolha um local que tenha um RSS para colocar seu blog para que o leitor sempre te acompanhe, “sem sair de casa”;

8. Tente se especializar em um assunto ou tema, algo assim fica mais fácil para dominar. Se blogas sobre vários temas, opte até por diferentes blogs. Saiba também usar as tags para ajudar o leitor a encontrar os assuntos;

9. Não faça do seu blog uma ilha, compartilhe alguns posts em listas, em publicações, ampliando o leque de leitores, enriquecendo a visão que têm sobre os assuntos tratados;

Retirado do texto "Vai começar um blog mas não sabe o que dizer?", do autor Carlos Nepomuceno. Clique pra ler a materia completa
31 de jul de 2008

Ataque à blogosfera

"Anticristo" entre os blogueiros, historiador britânico Andrew Keen diz em livro que a internet está matando a cultura e critica sites como YouTube e Wikipedia

George Orwell não entendeu o futuro. Em seu clássico "1984", o escritor temia pelo desaparecimento do direito à expressão individual, mas, no atual mundo da internet, o verdadeiro horror é justamente o oposto: a abundância de autores e de opiniões. O raciocínio é do historiador britânico Andrew Keen, 46, ex-professor das universidades de Massachusetts e Berkeley (EUA) e um dos pioneiros do Vale do Silício, que na primeira onda da internet fundou o site de música Audiocafe.com.

Keen tornou-se um dos líderes da crítica à internet graças a seu livro "The Cult of the Amateur: How Today's Internet Is Killing Our Culture" (o culto ao amador: como a internet de hoje está matando nossa cultura), recém-lançado no exterior e ainda sem edição no Brasil.Sua cruzada não é contra a tecnologia em si, mas contra a revolução da segunda geração da internet, a web 2.0, baseada na interatividade e no conteúdo gerado pelos usuários, cujos marcos são os blogs e sites como o YouTube e a Wikipedia -que, segundo Keen, estão gerando "menos cultura, menos notícias confiáveis e um caos de informações inúteis".

Graças ao livro, Keen tornou-se uma espécie de anticristo entre os blogueiros, sendo chamado desde "prostituta das grandes corporações" até "um mastodonte rosnando contra os ventos da mudança".Em entrevista à Folha por telefone, ele explicou suas idéias e por que, mesmo com toda sua crítica, tem um blog.

FOLHA - O sr. fala em "darwinismo digital" para descrever o funcionamento dos blogs.
ANDREW KEEN - Sim, é a sobrevivência do mais adaptado, o que, no caso dos blogs, significa os que escrevem mais. A blogosfera é muito competitiva e masculina, é um jogo em que, para você ganhar, alguém tem que perder. Não é lugar para conversas ponderadas.

FOLHA - O sr. também vê um resquício da cultura hippie na web 2.0?
KEEN - Há um legado hippie na filosofia libertária da blogosfera, no desprezo à autoridade, à mídia tradicional. Acho que a autoridade do Estado, da mídia, são coisas que devemos prezar, porque têm valores significantes que, se minados, criariam a anarquia. A rejeição da autoridade vista nos blogs não é progressista, é anarquista.

FOLHA - Mas o sr. é contra experiências como o Creative Commons [sistema de licenciamento de obras artísticas pela internet]?
KEEN - Acho que é um movimento que inclui moderados e radicais. Eu o respeito, mas temo que ele esteja desvalorizando a credibilidade da propriedade intelectual. Acho que a idéia funciona quando você é um sofisticado professor de direito como Larry Lessig [criador do Creative Commons], mas me preocupa que as pessoas se apóiem em um conceito como o que ele criou para roubar idéias alheias, me inquieta essa permissividade geral em relação aos direitos autorais, em especial entre os jovens.

FOLHA - É isso que causa o que o sr. chama de "assalto à economia"?
KEEN - Talvez eu tenha estabelecido, no livro, muita causalidade entre a ascensão da nova mídia e o declínio da tradicional. As novas mídias são uma das causas do declínio, mas a indústria de música, os estúdios de Hollywood, os grandes jornais e TVs têm outros problemas. Dito isso, acho que deveríamos prezar pela existência de mídia tradicional.

FOLHA - Mas não é apenas a falta de adaptação às novas tecnologias que prejudica a mídia tradicional?
KEEN - Não me oponho à tecnologia, entendo que ela sempre muda tudo e que temos que mudar com ela. Mas nem todo avanço tecnológico é bom e, em algumas circunstâncias, pode ser bom gerenciar ou conter as mudanças tecnológicas, se elas minam a sociedade. A Escola de Frankfurt se mostrou correta, emburrecemos nossa cultura e me preocupa que a internet continue fazendo isso, acabando com nossa vitalidade cívica e com a economia do entretenimento e da informação.

FOLHA - Por que a "democratização da internet" é falaciosa?
KEEN - Porque há novos oligopólios anônimos na rede, nos jogos on-line, nos pequenos grupos de ativistas que editam a Wikipedia, nos poucos blogueiros que dominam a maior parte dos acessos entre os 70 milhões de blogs. Não vejo como a web 2.0 está democratizando a mídia, acho que acontece o oposto: a mídia tradicional fornece informação de qualidade acessível às massas e não acho que a segunda geração da web esteja reproduzindo isso.

FOLHA - O fato de o sr. ter um blog não é paradoxal?
KEEN - Tenho blog para vender o livro e construir minha marca. A internet é uma grande plataforma de marketing, mas é preciso ter algo por trás. Meu livro não defende que as pessoas não tenham blogs, apenas que não finjam que são substitutos da mídia tradicional ou representantes de fontes de informação confiáveis sobre o mundo. Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais? Iam ter de se basear em blogueiros, que podem ser representantes das companhias aéreas ou do governo?


O defensor: "Rival" elogia variedade de idéias na web

Os antagonistas de Andrew Keen são numerosos, mas entre eles têm se destacado o pesquisador de Harvard David Weinberger, 57, autor do também recém-lançado livro "A Nova Desordem Digital" -este já disponível no Brasil, pela editora Campus (280 págs., R$ 65).

A dupla tem discutido seus pontos de vistas antagônicos em diversos eventos de tecnologia e nas páginas de jornais como o "The Wall Street Journal". "O fato de a informação estar se mudando para a internet é bom, porque a torna mais acessível e utilizável. Podemos encontrar relações entre idéias de modo muito mais fácil", disse Weinberger à Folha.

Para horror de Keen, Weinberger vê vantagens no declínio das "velhas autoridades", "porque elas não funcionam neste novo mundo, não conseguem se adaptar à gigantesca escala da informação na rede". Ambos concordam em um ponto: há muito lixo no gigantesco fluxo de informação on-line. Para Weinberger, no entanto, igualmente numerosas são as maneiras de localizar o que é valioso. "A solução para o problema do excesso de informação sempre foi mais informação, notícias falando de notícias", argumenta. "Uma das coisas mais importantes na internet atual é o surgimento dos filtros sociais: em vez de acreditar apenas em especialistas, estamos confiando em nossos amigos e pessoas de gostos semelhantes para escolher o que pode ser de interesse."


Reportagem: Marcos Aurélio Canônico da Folha de São Paulo